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FARMACÊUTICOS PARTICIPAM DE MOVIMENTO PAREDISTA EM RONDÔNIA

O Sistema Único de Saúde vem enfrentando, sem dúvida alguma, a sua maior “prova de fogo”. Uma situação sem precedentes desde a sua criação em 1988.

Os profissionais de saúde de todas as categorias têm se doado para atender as demandas da sociedade. Plantões extras, baixas remunerações, falta de pessoal, falta de leitos, falta de equipamentos, insumos e medicamentos são algumas das situações encontradas nas unidades de saúde pública de todos os Estados e Municípios brasileiros.

Exatamente nesse momento de união e trabalho sincronizado entre as categorias de saúde, que o Governo do Estado de Rondônia, enviou para a Assembleia Legislativa, um Projeto de Lei para o pagamento de gratificações aos profissionais de saúde, com diferenças gritantes.

Enquanto um profissional da categoria médica irá receber de R$ 10 mil a R$ 15 mil de gratificação, os profissionais das outras categorias terão que se contentar com uma gratificação de R$ 800,00.

Essa atitude do Governador poderia ter diversos adjetivos pejorativos, pois é uma completa falta de respeito com as equipes.

Ao tratar de forma desigual as categorias de saúde, o Governo do Estado desequilibra a harmonia entre os profissionais.

Demonstra claramente que não há interesse em promover e reconhecer o trabalho dos profissionais de saúde, exceto dos médicos.

O Sistema de Saúde, seja ele público ou privado, depende do trabalho articulado de todos os profissionais.

Uma unidade de saúde, um consultório ou um hospital, não funciona apenas com médicos. Existe a necessidade de um tratamento isonômico entre as categorias.

E é exatamente isso que o Governo do Estado de Rondônia está deixando de considerar neste momento.

Os Farmacêuticos são responsáveis pela gestão e uso de todos os medicamentos utilizados pelos pacientes do Sistema de Saúde.

Estão presentes nos hemocentros, realizando testes para garantir a qualidade do sangue doado para salvar vidas de pacientes.

Estão nos laboratórios de análises clínicas realizando exames para diagnósticos de patologias, além da vigilância em saúde, onde coordenam programas de saúde e muitas outras áreas que compõe o sistema de saúde.

Caso essa diferença no valor das gratificações não seja revista pelo Governo do Estado, os Farmacêuticos, juntamente com as categorias de saúde, também prejudicadas, iniciarão um movimento paredista, para exigir do Governo um tratamento igualitário e respeitoso.

Da redação.

Servidores de Saúde ameaçam paralisar serviços após decisão do Governo de RO

Profissionais estão revoltados após o governo aumentar gratificação dos médicos em até R$ 15 mil e os demais servidores receberem R$ 800,00.

A notícia sobre o aumento da gratificação para os servidores que trabalham na linha de frente de combate ao coronavírus, parece que não agradou a todos esses profissionais.

Isso porque, segundo alguns, o Governo de Rondônia deu um aumento enorme no benefício para os médicos e ‘mixaria’ para o restante.

No documento, publicado nesta quarta-feira (24), o governo estadual beneficia com um valor que vai de R$ 800 à R$ 15 mil, todos os profissionais de saúde de Rondônia.

Um projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa, em janeiro deste ano, gratificava os médicos em até 5 mil, dependendo da área de atuação e carga horária e em R$ 300 para os demais servidores.

Agora, o novo projeto também aprovado pela Casa de Leis, aumentou o valor recebido pelos profisisonais.

Para os doutores Intensivistas que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com um grau de dificuldade altíssimo, a gratificação triplicou e passou de 5 para R$ 15 mil.

Já para os médicos Generalistas, que trabalham exclusivamente nas UTIs, o valor é de R$ 10 mil.

Para o restante dos profissionais, de nível fundamental, médio e superior, o auxílio do governo, limitou-se em R$ 800,00.

Ameaça de paralisação

Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Rondônia, Lerida Vieira, a ação do governo é estarrecedora.

“A gente fica triste com essa postura do Governo. Quando eles dão uma gratificação de R$ 800 pra gente, está muito claro que o governo não reconhece que o sistema funciona com os serviços dos outros profissionais e não só dos médicos”, declarou.

A vice-presidente diz ainda entender que os médicos recebam o valor dado, mas que os demais profissionais também recebam o justo.

“Não temos nada contra os médicos, agora os demais profissionais terem uma gratificação de R$ 800 é uma falta de respeito”, afirma.

Ainda de acordo com Lerida, todos os sindicatos em defesa da saúde, irão se reunir até a próxima sexta-feira (26), para decidir que postura irão tomar.

Ela prometeu,que, caso o governo mantenha essa decisão, os servidores de saúde irão paralisar os serviços.

Fonte: https://rondoniaovivo.com/noticia/geral/2021/03/24/revolta-servidores-de-saude-ameacam-paralisar-servicos-apos-decisao-do-governo-de-ro.html