PRIMEIRA REUNIÃO DE MEDIAÇÃO TERMINA SEM ACORDO.

PRIMEIRA REUNIÃO DE MEDIAÇÃO TERMINA SEM ACORDO.

Terminou sem acordo a primeira reunião de medicação que aconteceu na tarde desta quarta-feira (1), entre o Sindicato dos Farmacêuticos e a representação patronal que representa as farmácias e drogarias no Estado de Rondônia.

Desde o início do ano, o Sindicato dos Farmacêuticos enviou pauta de reivindicações, para a convenção coletiva de trabalho da categoria. A representação patronal, por sua vez, manteve a inércia e não fez a contraproposta.

Após algumas tentativas, o sindicato dos proprietários de farmácia e drogarias sinalizou pela impossibilidade de conceder a reposição salarial à categoria profissional, alegando o momento de crise nacional em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

O Sindicato profissional não teve alternativa, senão, o pedido de intervenção do Ministério Público do Trabalho, que prontamente atendeu a solicitação e convidou as partes para uma reunião de mediação, onde ambas concordaram com a participação do MPT.

As partes apresentaram seus argumentos. De um lado os Farmacêuticos que buscam o reajuste de 5% sobre o atual piso salarial; e do outro lado, a representação patronal que alega a impossibilidade de conceder qualquer reajuste salarial, por supostas alegações de crise. Diante do impasse, o representante do Ministério Público do Trabalho, sugeriu que o Sindicato profissional apresentasse uma nova proposta.

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Diante do impasse com a representação patronal, os Farmacêuticos apresentaram uma proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com a manutenção do salário. Porém, a representação patronal não aceitou, e ainda continuou sem apresentar nenhuma contrapartida.

MOMENTO DESFAVORÁVEL
Os donos de drogarias presentes na reunião, fizeram diversas reclamações sobre a situação econômica do País, porém se recursaram a apresentar os balanços e balancetes para comprovarem que realmente foram impactados pelos efeitos da pandemia.

Pediram a compreensão da classe profissional, pois esse seria o momento de “darmos as mãos para enfrentarmos essa crise juntos”. Pedido que foi refutado pela Vice-presidente do SINFAR/RO, Dra. Lérida Vieira, que alegou que “durante os bons momentos, os empresários não quiseram dividir os lucros com os profissionais, por meio da participação de lucros ou resultados, mas no momento de uma suposta dificuldade, querem que os farmacêuticos dividam o prejuízo, é incabível”.

O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos, espera que o Sindicato patronal reveja a propostas feita pelos profissionais. “Não estamos pedindo nenhum absurdo, somente a reposição da inflação, que em termos práticos, não causará impacto nas receitas das farmácias”, finalizou, Antônio de Paula Freitas Junior.

20 DIAS
A representação patronal se comprometeu a apresentar uma contraproposta no prazo de 20 dias contados da data da primeira reunião. Os Farmacêuticos concordaram com o prazo, porém, lembraram que qualquer valor deverá ser retroativo a data base da categoria, que foi no dia 1 de fevereiro.

Da redação.

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